sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Madureira e eu

Madureira e Eu 
 Estive em Madureira pela primeira vez, quando iniciando a tomar “ corpo de menina - moça “.
 Levei de Madureira a impressão de algo muito estranho.
 Um local repleto de gente, um corre-corre danado.
Fazia um calor insuportável e, sem nada anunciar, uma chuva feroz que obrigou minha mãe a me puxar pela mão procurando abrigo debaixo de uma marquise, de uma loja qualquer. 
Foi lá, nesta correria, que, alguém, um pouco atrevido, me deu um apertão no bum-bum. Coisa estranha, tudo rápido. Chuva, abrigo, apertão e o vestido molhado, colado no corpo.
O tempo passou e com ele a tremenda vontade de ser professora cresceu, se avolumou, explodiu. E foi em Madureira que fui estudar. Três, quatro anos.Escola Normal  Carmela Dutra.
 Ruas sempre repletas de pessoas e o corre-corre aumentando com o progresso do local.
 Perto da Estação da Central do Brasil, havia um cinema, o moço que vendia pipocas americanas amanteigadas e salgadas, fresquinhas, quentinhas, consoladoras.
 A loja do caldo de cana ficava perto da Estação de Magno, pastel e caldo-de-cana após as aulas, “ hummm “ uma delícia.
Uma parte da Rua Ministro Edgard Romero era para pedestres. Ali perto da Estação da Central, local proibido para veículos auto-motores. Era interessante pois, a rua era para os pedestres, para as normalistas, para as mulheres e as calçadas eram para os meninos, homens, garotos diversos que olhavam as garotas passarem, faziam “ psiu “, diziam gracinhas, conquistavam corações femininos.
Eu dizia que era uma vitrine, onde podíamos escolher namorados ou simplesmente passar e rir, apressadas. Outros, “ garotos mais sei lá o que ? “, preferiam ficar ao pé da escada que levava à Estação de Trem, apreciando as pernas, coxas e calcinhas femininas que subiam e desciam as escadas com suas saias largas, rodadas, fartas de pano.
Primeira etapa do Curso concluído. Adeus Madureira ! Adeus ééé????   Nada. Vim morar em Madureira. Ao pé da Serrinha, onde, da padaria da esquina vinha o cheirinho gostoso do pão fresco e macio, quente, saboroso. Ali, criei, em seus primeiros anos, meu filho.
Morei em diversas ruas em Madureira até me fixar no local onde hoje vivo.
Vi obras nas ruas.
Vi o comércio crescer vertiginosamente, os shoppings aparecerem.
Em Madureira dei meu último adeus a meu marido, meu pai e minha mãe. Me senti sozinha no meio da grande multidão que corria pelo bairro. Estudei aqui, trabalhei aqui e me divirto aqui. Principalmente, ainda aprendo e me instruo por aqui por aqui. Vejo agora as ruas em recuperação, o trânsito caótico, máquinas, perfuratrizes, buracões, novas obras surgindo, alargando, promovendo a ligação do bairro com outros bairros, com a Cidade inteira, um bairro que não parou no tempo. Demolições, incêndios no Mercadão e no Shopping Madureira e tantos outros acontecimentos fazem parte atual deste bairro onde vivo, onde moro. 
Bairro de samba, de abelhas, de música, de cachaça, de cerveja, de tudo. Bairro de amor, rebuliço, de vida, de sangue, suor.
 Ah! Madureira da rua de meninos descalços, enrolados em trapos cheirando “ um não sei o que “ em garrafas ; das meninas, já não tão meninas passeando de “ chupeta na boca “, com os filhos da rua nos braços; dos catadores, recicladores buscando seu sustento; dos caldos de cana e pastelarias; churrasco, milho cozido, doces, flores , frutas , roupas, bijuterias e mil traquitanas nas calçadas; do engarrafamento contínuo, poluição, confusão nas ruas; apitos de trânsito; locutores e bandinhas chamando os clientes as ofertas mirabolantes, não tão ofertas quanto de pensa.
 Madureira dos passarinhos que à tardinha voltam para seus ninhos, ali, perto do viaduto, contentes, serelepes, divinos; dos gaviões que apareceram em casal lá em cima do morro e que hoje são uma família chilradora nos céus; dos bem-te-vis e maritacas gritantes; dos cães de rua que parecem abandonados no meio do rebuliço; das árvores floridas que enchem as ruas de tapetes cor-de-rosa e das amendoeiras que dão sombra no verão intenso, das pitangueiras frutificando por ali e por aqui; do apito dos trens que passam deixando mais uma multidão em Madureira.
 Ah!!! Madureira, tu assim o serás sempre e cada vez mais, o anjo e o diabo, o Yin e o Yang, o começo e o fim, o material e o espiritual na Cidade do Rio de Janeiro.
 Aqui estou por quanto o tempo me deixar e quem sabe, quando daqui Deus levar meu corpo, poderei aqui continuar em espírito eterno.




                                                    SolCira
                                                 10agos2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Amigos, até quando ???????

Amigo é coisa pra se guardar...

Um filho pergunta à mãe:
- Mãe, posso ir ao hospital ver meu amigo? Ele está doente!

- Claro, mas o que ele tem?
O filho, com a cabeça baixa, diz:
- Tumor no cérebro.

A mãe, furiosa, diz:
-E você quer ir lá para quê? Vê-lo morrer?

O filho lhe dá as costas e vai...
Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar, dizendo:
- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!

A mãe, com raiva:
- E agora?! Tá feliz?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!

Uma última lágrima cai de seus olhos e, acompanhado de um sorriso, ele diz:
- Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer:

'- EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!'


Moral da história: A amizade não se resume só em horas boas,alegria e festa. Amigo é para todas as horas, boas ou ruins,tristes ou alegres.
CONSERVEM SEUS AMIGOS(a)! PERDOE AS DESAVENÇAS QUANDO HOUVER, SEJA FELIZ AO LADO DELES PORQUE O VALOR QUE ELES TÊM NÃO TEM PREÇO...

Não sei o autor
SolCira
2011