
Os donos do pedaço
Bia Nogueira
Caxinauá, guarani, xavante e xerente ...
Quanto nome diferente!
Tupiniquim, banauá, fulniô, cantaruré ...
Quem sabe o que é?
- Eu sei, já aprendi :
Antes do colonizador europeu,
Eles já viviam aqui,
São brasileiros como você e eu .
Juma, juruna, ofalé e caiapó ...
Caçavam, pescavam, cantavam e dançavam.
E da natureza cuidavam.
vamos acolher nossos irmãos,
Os indígenas do Brasil.
Os primeiros donos do pedaço.
os primeiros filhos da mãe pátria tão gentil !!
.................................................................................................Os caxinauás (também Kaxinawá) são uma etnia indígena de fala da família lingüística Pano que habitam as regiões de floresta tropical no leste peruano, do pé dos Andes até a fronteira com o Brasil, no estado do Acre e sul do Amazonas, que abarca respectivamente a área do Alto Juruá e Purus e o Vale do Javari, sendo mais numerosos na região peruana que no Brasil.
Auto-denominam-se "Huni Kui" (Homem Verdadeiro), a palavra Kaxinauá significa literalmente "Povo do Morcego" e não é aceita pelos próprios indígenas.
Os Caxinauás constituem a mais numerosa população indígena do Acre, com aproximadamente 4.594 indivíduos (segundo o censo de 2003).
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O termo guaranis refere-se a uma das mais representativas etnias indígenas das Américas, tendo como territórios tradicionais uma ampla região da América do Sul que abrange os territórios nacionais da Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e a porção centro-meridional do território brasileiro.
São chamados povos, pois sua ampla população encontra-se dividida em diversos subgrupos étnicos, dos quais os mais significativos, em termos populacionais, são os caiouás, os embiás, os nhandevas, os ava-xiriguanos, os guaraios, os izozeños e os tapietés.
Cada um destes subgrupos possui especificidades dialetais, culturais e cosmológicas, diferenciando, assim, sua forma de ser guarani das demais.
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Os xavantes são um grupo indígena brasileiro que habita as reservas no leste do Mato Grosso.
Atualmente, sua população é composta de 10 mil pessoas e está crescendo.
Sua língua é o aquem, que pertence ao tronco linguístico macro-jê.
Tinham, como atividade predominante até a segunda metade do século XX, a caça, a pesca e a coleta de frutos e palmeiras.
Se autodenominam A'uwẽ Uptabi, que quer dizer "gente verdadeira".
Pintam-se com jenipapo, carvão e urucum, tiram as sobrancelhas e os cílios, usam cordinhas nos pulsos e pernas e a gravata cerimonial de algodão.
O corte de cabelo e os adornos e pinturas são marcadores de diferença dos xavantes em relação aos outros, transmitida através dos cantos pelos ancestrais e partilhados com todo o povo da aldeia.
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Os Xerentes são um grupo indígena que habita a margem direita do Rio Tocantins, próximo à cidade de Tocantínia, no estado brasileiro do Tocantins.
Sua população, atualmente, é de quase 1.800 pessoas, distribuídas em 33 aldeias que integram as reservas indígenas Xerente e Funil, com 183.542 hectares de área demarcada. e as mulheres se procriam constantemente.
Falam a língua Akuwen, pertencente ao grupo lingüístico macro-jê e são hábeis no artesanato em trançado.
Com a palha de babaçu e a seda do buriti, produzem cestas, balaios, bolsas, esteiras e enfeites para o corpo e para os orgaos genitais.
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